terça-feira, 17 de maio de 2011

25/Jan. - Haja pneu furado !!!

Acordamos cedo e sem dúvida alguma, tomamos um dos melhores cafés da manhã da viagem! Faltavam ainda cerca de mil quilômetros, então o lema do dia era percorrer o máximo possível, assim voltávamos à estrada, nossa grande companheira.

Mal saímos de Ijuí e já furamos o pneu, que porre, o carro estava lotado e certas ferramentas estavam localizadas em locais um tanto quanto de difícil acesso, e como não tinha outra forma de trocar o pneu o jeito foi encarar a bagunça... rsss

no Rio Grande do Sul, após Ijuí
e antes da Tránsbrasiliana
  















Isto acabou nos tomando um pouco de tempo, pois além de trocar o pneu, tivemos que providenciar o seu concerto alguns quilômetros à frente, já que não podíamos brincar com a sorte, e estava parecendo que precisaríamos mesmo. No final da tarde, já na BR 153, após General Carneiro, pegamos um trecho muito ruim de asfalto que acabou furando o step, como estávamos próximos de um posto, fomos até ele para novamente trocar o 2 pneu furado do dia, tomando um pouco mais de tempo.

Após dois pneus furados e já passados das 18h, decidimos pousar na cidade mais próxima, União da Vitória/PR, ou Porto União/SC, as duas cidades são tão grudadas que entre uma rua e ou outra já estávamos em uma das duas, e entre dois estados, demorou um pouquinho, mas felizmente descansaríamos no Holz Hotel Ríad de União de Vitória/PR, mas acabamos jantando em Porto União/SC, baita confusão.....

a jovem expedicionária Stelinha - El Calafate

Rota do dia: (Rio Grande do Sul) Ijuí, Carazinho, Passo Fundo, Coxilha, Getúlio Vargas, Erechim; (Santa Catarina) Concórdia, Irani, Campina da Alegria; (Paraná) General Carneiro, Jangada do Sul, União da Vitória...
total rodado: não calculado


sábado, 14 de maio de 2011

24/Jan. - Seguindo para casa...

Isla de Los Pájaros - Península Valdés
Como é bom acordar no Brasil, mesmo que seja em plena segunda-feira braba! deveríamos estar voltando ao nosso trabalho, mas felizmente todos já estavam sabendo dos acontecimentos, e que ainda levaríamos ao menos três dias para estarmos em casa.

Acordamos cedo, tomamos um bom café e como ainda estávamos ligados no fuso horário argentino, quando percebemos, já passavam das 10h e ainda não havíamos saído de Uruguaiana, assim não podíamos mais perder tempo e caímos na estrada.

Infelizmente não podemos visitar nossos anfitriões de Novo Hamburgo/RS, Róger e Iandra; em virtude das fortes chuvas que caíram no início do ano em Santa Catarina, mas amigos... o vinho de Mendoza ficará guardado para uma próxima oportunidade! Assim nosso retorno se manteve a oeste, praticamente refizemos o mesmo caminho que havíamos feito no início da nossa jornada.

Em Alegrete paramos para saborear um bom almoço, que saudade do nosso arroz e feijão! vocês nem imaginam o quanto isto faz falta e da riqueza que é a nossa culinária, tudo bem, os bifes de desenho animado argentinos são de deixar saudades, mas nosso arroz e feijão é bem melhor...rsss

Seguimos até o sol começar a se por, paramos em Ijuí, uma simpática cidade do Rio Grande do Sul, ficamos no Hotel Santo Expedito, um charme de hotel, barato e muito confortável! Após um bom banho, fomos para o centro jantarmos. Não rodamos muito, porem após tanta adrenalina no dia anterior inclusive com quase a nossa apreensão na Argentina, nada como relaxar, estávamos no Brasil, nossa terra!

Torres del Painé - Chile
Lago Escondido - Ushuaia - Argentina
  















Rota do dia: (Brasil - Rio Grande do Sul) Uruguaiana, Alegrete, Manuel Viana, Santiago, Jóia, Augusto Pestana, Ijuí....
total rodado: 414km


terça-feira, 3 de maio de 2011

23/Jan. - Um dia repleto de emoções

Após percorrermos um longo caminho repleto de histórias e aventuras, amanhecíamos em nosso último dia de jornada na Argentina, restavam apenas 539km até Uruguaiana, algo normal e totalmente possível, porem o dia prometia muita emoção, não apenas por retornarmos a nossa casa Brasil, mas devido aos diversos acontecimentos do dia.

Acordamos cedo e fomos tomar o café da manhã, até ai tudo bem, mas de repente! Vimos no noticiário matinal que a província de Entre Ríos estava com protestos dos ruralistas, a polícia estava em greve, o exercito estava na rua para manter a ordem, e que ainda havia uma grande possibilidade dos ruralistas fecharem as principais estradas em mais um dia de protesto. Ficamos preocupados, não tínhamos conhecimento da dimensão dos fatos, e sabíamos que teríamos um bom trajeto a percorrer nesta província, praticamente a cortaríamos ao meio, assim não podíamos perder tempo.


Seguimos para Santa Fé, lá chegando paramos para fazer algumas comprinhas de “cerveza Quilmes” e deliciosas cerejas, alias quem vier para estas terras, não deixem de saborear esta deliciosa fruta. Seguíamos viagem sempre com o auxílio de um mapa e do GPS, sedo de muita utilidade ainda mais quando se cruzava uma grande cidade, aos poucos nos sentíamos mais próximos do nosso Brasil, estava tudo calmo, não havia protestos ao longo do caminho, e íamos avançando sem pressa, passamos por algumas barreiras policiais que não estavam ativas, mesmo existindo um ou outro policial, porem na última barreira policial, a única ativa até o momento, podemos constatar o que muitos já haviam falado da província de Entre Ríos, o policial simplesmente pediu um dinheiro para o café na cara dura, a Mírian não acreditava no fato até que me viu dando o dinheiro.

Após esta barreira ficamos mais aliviados, acabávamos de passar pela última barreira e era questão de tempo até chegar a Uruguaiana, triste engano! Faltando menos de 30km, por volta das 17h, nos deparamos com um posto do exército, infelizmente éramos os únicos na pista e fomos parados, pediram a habilitação e a carta verde, detalhe... a carta verde havia vencido na sexta-feira. O militar efetuou a contagem e verificando o vencimento, solicitou que o acompanhasse até o seu superior, foi muito portunhol, durante cerca de meia-hora se seguiu um verdadeiro impasse, se aplicariam a multa, mas não poderiam aplicar tal multa, ou aprenderiam o veículo, mas também não tinham como mantê-lo no local, o sargento se limitou a falar que a carta verde era muito importante e lavou as mãos, coube ao militar que se sentiu pressionado a tomar uma decisão, e assim foi até que outro militar bateu no vidro da janela de fora, solicitando uma posição já que outros militares haviam ido até a Mirian, que estava no carro, para saber se estava tudo bem.

Finalmente veio o veredicto, ele iria nos liberar, porem informou que deveríamos tirar uma nova carta verde antes de cruzarmos a fronteira. Ao chegar no carro, contei o ocorrido informando que tínhamos sido liberados e que deveríamos tirar uma nova carta verde antes de cruzar a fronteira; em pleno domingo, pelo horário só estaríamos na cidade por volta das 20h, sendo praticamente impossível providenciar tal documento!


Chegando em Paso del Los Libres, simplesmente não encontrávamos a fronteira, entramos quase no meio de uma favela, nos perdemos pelo centro e não utilizávamos mais o GPS por achar que ele estava ajudando a se perder mais ainda, tínhamos um plano, já que não teria como emitir uma nova carta verde, o plano era chegar o mais próximo da fronteira e a Mírian seguindo a pé, verificaria se seria possível cruzarmos de carro; porem o tempo ia passando e a noite começava a cair, o que aumentava ainda mais nosso desespero. Em mais um momento de sorte, nos deparamos com uma Parati com placas de Uruguaiana, então saímos como loucos atrás do veículo, até que ele parou e nos atendeu.

Era um argentino que morava em Uruguaiana, ele nos informou que não seria necessário tirar uma nova carta verde e que na fronteira não pediriam este documento, assim se ofereceu como guia até a fronteira, e se ele não tivesse aparecido, levaríamos muito mais tempo até encontrá-la. Lá chegando continuamos seguindo o argentino, porem ele era conhecido do pedaço e passou, já nós fomos parados, no momento só pediram que retornássemos e déssemos baixa nos passaportes, após uma verdadeira muvuca de turistas, conseguimos dar baixa no passaporte, rezando que não solicitassem a tal carta verde, tudo Ok, seguimos novamente para a cancela, com alguns carros a nossa frente, ficamos aguardando até nossa hora, só que não seria fácil!

Apareceu um rapaz que ficou nos observando, olhando, até que deu alguns passos e se identificou: “Receita Federal, encosta ali!” É o rapaz pediu permissão para olhar o carro, verificou algumas malas, perguntou se gostaríamos de declarar alguma coisa sem ser a cerveja, e após uns 20 minutos ele nos liberou, como o militar da fronteira já tinha nos atendido, ele se dirigiu até o nosso encontro verificando os passaportes, nos liberando em seguida, após finalmente cruzarmos a fronteira e a ponte, estávamos em casa. Meu pai foi a primeira pessoa com quem falamos por telefone logo que cruzamos a fronteira, ele ligou para saber se já tínhamos chegado, após informarmos que estava tudo bem, seguimos para o hotel Fares Turis, que o Nô havia indicado quando passou por Uruguaiana.


Finalmente terminávamos o agitado domingo, no Brasil, na praça central, regado a um bom chopinho....


quarta-feira, 13 de abril de 2011

22/Jan. - Pé na estrada !

Antes de nos retirarmos da belíssima cidade de Tunuyán, preparamos duas cartas de agradecimento, uma foi fixada no mural de recados do hotel e a segunda foi entregue na casa de Fabian, nosso salvador. Nos retiramos cedo e somente nesta hora é que percebemos que não havíamos tirado uma única foto se quer com nossos amigos, sendo assim, só nos restava tirar uma foto da fachada do hotel e restaurante.

  
  













Logo na saída podemos constatar alguns veículos a venda, já que eles continham garrafas com água sobre o teto. O caminho era longo e não podíamos perder tempo, ainda faltavam cerca de 1.300km até Uruguaiana e tínhamos que cruzar a fronteira de qualquer jeito no domingo, caso contrário poderíamos ter problemas com a fiscalização.

   














Nos arredores de Mendonza realizamos uma parada estratégica para comprarmos nossas mudas de uva Malbec, azeite e vinhos artesanais, estávamos contentes, pois seguíamos para casa, mas com o carro literalmente carregado, não conseguimos chegar a Santa Fé, nosso destino do dia, por volta das 21h parávamos na cidade de San Francisco, onde antes de realizarmos nosso cheking, jantamos e acompanhamos pela TV o clássico Boca Juniors x River Plate, onde o Boca venceu a partida por 2 x 0.


Rota do dia: Tunuyán, Mendonza, San Luis, Villa Mercedes, Rio Cuatro, Villa Maria, San Francisco... total rodado: 777km


terça-feira, 12 de abril de 2011

21/Jan. - Nos arredores de Tunuyán

Finalmente sexta-feira, após uma semana de descanso em Tunuyán, já estávamos prontos para cair na estrada, tudo já estava organizado, era questão de tempo para nos despedirmos, o carro estava pronto, só faltava confirmar com o Claudio Azurmendi do Bosch Service de Trelew sobre as providencias para recebermos o reembolso, só que infelizmente nosso amigo de Trelew não quis facilitar. A partir do momento em que percebemos que ele não queria nos atender, solicitamos a intervenção de Jose Manuel, proprietário do hotel e que ficou surpreso pelo valor exuberante que haviam cobrado em Trelew, como estávamos na recepção ficou claro que todos se surpreenderam com o valor da nota do Bosch Service.

Após algumas tentativas recebemos a informação de que o Claudio não se encontrava, mas que o gerente do Autos del Sur tomaria providencias. Bem como não queríamos ser indelicados e já que novamente nossos amigos queriam nos ajudar, só restava conhecer os arredores da cidade.
















Com o mapa na mão, seguimos para Manzano Histórico, onde pudemos constatar toda a história do local além de descobrir por que todas as principais ruas de todas as cidades possuíam o nome de San Martin, conhecendo inclusive o seu monumento com muitas homenagens inclusive de Eva Peron.

    
 
Conhecemos também alguns vinheiros sem falar que colhermos um belo cacho de uva Malbec! Após nosso passeio aos pés dos Andes, retornamos para maiores noticias sobre o nosso ressarcimento, finalmente no final da tarde conseguimos contato com o Claudio que nos informou que não teríamos garantia já que não utilizamos os serviços de uma das lojas da rede Bosch Service, é nosso amigo literalmente nos passou a perna nos informando errado dês do nosso primeiro contato na segunda-feira. Jose Manuel não se conformava com os fatos, já que ele também havia sido enganado, mas decidimos esquecer o assunto e seguir nosso caminho.

  














A última noite no restaurante Alma Cén e no hotel fora repleta de despedidas, inclusive com o irmão de Jose falando que havíamos conquistado muitos amigos, até o Christian recebeu beijinhos no rosto dos novos amigos, mas antes de nos recolhermos faltava uma coisa, providenciar uma boa compra de vinhos.


segunda-feira, 11 de abril de 2011

20/Jan. - Finalmente as peças chegaram !

Após tanta espera, nesta manhã fomos eu e Andres retirar as peças que chegaram ao terminal rodoviário de Tunuyán, em fim terminava de forma bem sucedida à procura pelos repuestos, agora era questão de tempo para que o Vermelhinho volta-se a ativa para enfrentar os longos quilômetros de volta.

Istmo Ameghino - Península Valdés
Punta Cantor, Elefantes Marinos - Península Valdés
  















No caminho até a oficina do Diego, conferimos as peças e sem duvida alguma, estas eram muito melhores do que as que vimos em Trelew, tanto que o tensor era uma peça maciça e sem detalhes em borracha, após hablarmos com o mecânico, só nos restava desfrutarmos por mais um dia da culinária local, assim ampliamos ainda mais nossa amizade com o garçom Juan Carlos, torcedor do Boca Junior, alias quase todos torciam para o Boca, detalhe hoje a Mírian foi presenteada com uma salada de frutas simplesmente magnífica. 

Parada para um chopinho - El Calafate
Indo para a Estância Cristina - El Calafate
  















Já no entardecer, descobrimos que o Niva só estaria pronto na manhã seguinte, assim continuávamos no hotel, ao redor de nossos novos amigos e do casal misterioso da garrafa de vinho, mas já pairava uma despedida no ar...


quarta-feira, 6 de abril de 2011

19/Jan. - Mais um dia em Tunuyán

Logo pela manhã procurei o Andres para saber se já tinha informações sobre os repuestos, ele me informara que ainda estava aguardando um retorno, que após alguns minutos já sabia que não tinham encontrado os repuestos em Mendonza.

Seria indelicado de minha parte passar as informações que tinha um contado em virtude da especial atenção que estavam tendo, inclusive se desdobrando em localizar as peças, porem como eles não encontraram, passei as informações sobre o CentroLada Repuestos de Buenos Aires, me dirigindo em seguida ao mecânico Diego, tanto para saber se o Claudio Azurmendi entrará em contato como se tinha uma previsão sobre as despesas.

Mal cruzamos a fronteira para a Argentina
e já fomos parados - olhá a multa !
  
















Antes de sair do mecânico, Andres chegou informando que já tinha efetuado o contato e que se depositássemos os valores dos repuestos com o frete antes das 11h, posteriormente encaminhando o fax, no dia seguinte já receberíamos as peças... Sendo assim nos dirigimos até o Banco Frances e posteriormente a casa de telefonia, tudo resolvido agora era só aguardar as peças chegarem.

Boleta e Transborder
Estreito de Maganhães
  

















Com mais esta estadia em Tunuyán, nosso vínculo com as pessoas a nossa volta aumentaram ainda mais, no almoço tanto eu como a Mírian ganhamos duas taças de champanhe, um fato curioso é que sempre encontrávamos com o casal de senhores tanto no almoço como no jantar no restaurante Alma Cén e eles sempre pediam a mesma garrafa de vinho Canciller Malbec, até o zoinho, uma cadelinha tigrada que só ia para a porta do hotel a noite já nos reconhecia.


terça-feira, 5 de abril de 2011

18/Jan. - A procura dos Repuestos

Iniciava mais um dia a procura dos repuestos, Andres praticamente ficou incumbido de localizar as peças que assim o fez percorrendo todas as lojas de autopeças de Tunuyán, solicitando posteriormente informações das mesmas nas autopeças de Mendonza porem sem sucesso, e assim terminava a terça-feira sem repouestos e aguardando um retorno no dia seguinte de Mendonza.

Centro de Montaña Glaciar Martial - Ushuaia
Primeiro argentino amigo - Ciudad Azul
  















À medida que permanecíamos por mais um dia em Tunuyán, as pessoas ao nosso redor iam aos poucos se envolvendo e nos conhecendo cada vez mais, no Hotel Tunuyan nos disponibilizaram o melhor quarto e passamos a conhecer o restaurante Alma Cén, que ficava ao lado do hotel sendo gerenciado pelo irmão de José, também conhecemos um simpático casal de senhores que iniciou sua hospedagem na segunda-feira.

Restaurant Parrilla Casa de Piedra - La Ventana
Em algum restaurante - Las Grutas
  















Para nós restava apenas aguardar, desfrutar da culinária local, conhecer as sorveterias da cidade, siestarmos já que nada estava aberto e assim passamos mais um dia.